sábado, 30 de outubro de 2010

Garanhuns que envergonha !

Pizza gigante para os vereadores de Garanhuns
Por Dilson Oliveira

Aconteceu o que todos previam. Depois de meses de investigação, ou melhor, de enrolada, dando o tempo suficiente para que o povo pudesse esquecer o fato, a Câmara de Vereadores de Garanhuns, voltou a se reunir esta semana, para apresentar o relatório final sobre o “caso da ponte do Distrito de Miraçica, zona rural do município.

Vou primeiro relembrar o fato, para depois comentar. Em maio deste ano, a TV Jornal Caruaru, denunciou um esquema de desvio de verbas destinadas a construção de uma ponte na zona rural de Garanhuns, cujas obras não foram executadas, e o valor correspondente a mesma, cerca de R$ 18 mil, pode ter ido parar na conta da filha do prefeito.

Infelizmente, como acontece em todos os lugares deste país, em Garanhuns tudo terminou também em pizza. E pizza grande. Vamos mandar uma pizza gigante, para os vereadores da cidade. Lá não mudou nada.

Apesar da vontade geral da população, e dos poucos vereadores da oposição, a maioria dos vereadores achou melhor optar pelo arquivamento do processo, sob a alegação da falta concreta de provas que pudessem incriminar os envolvidos, uma vez que não houve “intenção de errar”.

Coitados dos vereadores, tão inocentes... Eles queriam que alguém envolvido em toda essa maracutaia viesse a público dizer qual era o verdadeiro objetivo de não executar a obra, e ainda por cima, do dinheiro “desaparecer”, ou “ir para outro lugar”.

Foi mais cômodo, ou “mais” lucrativo para eles, não ir à fundo nas investigações, talvez para não desmoralizar ainda mais, o poder que já anda desmoralizado com tal fato; ou tiraram mais proveito pessoal com tal decisão, em detrimento de atender a vontade do povo que queria ver todo o “esquema” esclarecido, nada mais que com uma coisa: a verdade.

É por ações e atitudes como estas, que fico a me perguntar e a pensar: pra quê vereador? Se eles se elegerem sob a alegação de que serão fiscais do povo, que fiscalizarão o executivo, mas na hora de fiscalizar de verdade, preferem fechar os olhos, achando que o povo é burro e que só eles é que usam da inteligência.

Isso acontece em todo lugar, não é somente um caso especial de Garanhuns. Deve ser assim nas Assembleias Legislativas, na Câmara Federal, no Senado. Entretanto em Garanhuns, pode ocorrer que o feitiço vire contra o feiticeiro, caso o Ministério Público, que continua, e deve continuar investigando o caso, apresente parecer diferente da Câmara Municipal, que é o que eu acho que vai acontecer.

Aí, estarão todos os “nobres pares” da Suíça pernambucana, definitivamente desmoralizados, por não cumprirem com o seu papel, salvando-se apenas aqueles que lutaram para que a investigação fosse a fundo, e que a verdade aparecesse.

Fora isso, o povo é quem pode dar a resposta, através de seu voto, sepultando de vez quem preferiu calar, ou jogar o lixo por baixo do tapete; em detrimento de benefícios próprios, do que ver justiça ser feita.

Afinal de contas, o dinheiro público deve ser zelado, o povo merece respeito, e o vereador tem o dever de cumprir seu papel.

Para finalizar, apenas uma pergunta: será que se toda essa maracutaia não fosse descoberta e noticiada pela imprensa, a obra estaria agora sendo executada, e o dinheiro recuperado ?

Eu duvido muito que isso ocorresse...

 

Fonte: JConline

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Jabor abre o verbo!

Arnaldo Jabor 

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade.
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários da bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
- O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense!
O famoso jeitinho brasileiro.
Em minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

Arnaldo Jabor

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Apesar de empate, STF confirma validade da Lei da Ficha Limpa

Min barbosa O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27) que a Lei da Ficha Limpa vale para as eleições deste ano e se aplica a casos de renúncia de políticos a mandato eletivo para escapar de processo de cassação, mesmo nas situações ocorridas antes da vigência da lei. Diante do impasse causado pelo empate em 5 a 5, os ministros optaram por manter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a norma.

“Quando um caso tem repercussão geral, a conduta da corte tem sido a de dar o mesmo destino para os casos semelhantes. Em tese, salvo alguma particularidade do caso concreto todos os demais casos assemelhados terão que ter o mesmo destino”, afirmou o presidente do TSE e ministro do STF, Ricardo Lewandowski.

Nas situações de candidatos com condenação por decisão colegiada de juízes ou entidade de classe, os recursos serão analisados caso a caso. “Há uma série de recursos, cerca de 12, que ainda serão julgados pelo Supremo e que dizem respeito a outras alíneas da lei. Cada caso é um caso e será examinado", disse Lewandowski.

O STF analisou nesta quarta o recurso do deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA), barrado na disputa a uma vaga de senador pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa. Mesmo com registro indeferido, Jader Barbalho recebeu 1.799.762 de votos e, caso não tivesse sido barrado, seria eleito em segundo lugar para uma vaga no Senado.

O deputado teve a candidatura questionada porque renunciou ao mandato de senador, em 2001, para evitar um processo de cassação em meio às investigações do caso que apurava desvios no Banpará e também por denúncias de envolvimento no desvio de dinheiro da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

O candidato sempre negou irregularidades. Sua defesa afirma que a renúncia não representou atentado à moralidade pública porque o então senador foi alvo apenas de denúncias publicadas na imprensa.

Com a decisão do Supremo, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará pode convocar novas eleições para o Senado no estado. A soma dos votos obtidos pelo deputado Jader Barbalho e pelo terceiro colocado na disputa – o petista Paulo Rocha, também barrado pela ficha limpa – ultrapassam 50% dos votos válidos. Nesse caso, os votos são anulados, o que, pela legislação eleitoral, abre a possibilidade de realização de novas eleições.

“Primeiro temos que esperar decisão do TRE para depois nos pronunciar, nós TSE”, disse Lewandowski. "O que me preocupa agora é o processo do mesmo estado em relação à mesma vaga de senador", disse o presidente do STF, Cezar Peluso.

Regimento do Supremo
A alternativa dos ministros do STF, de manter a decisão contrária ao recurso de Jader, está prevista no regimento interno do Supremo e já havia sido sugerida na primeira vez que o tribunal analisou a ficha limpa, em setembro.

De acordo com o artigo 205 do regimento interno do STF, “havendo votado todos os ministros, salvo os impedidos ou licenciados por período remanescente superior a três meses, prevalecerá o ato impugnado”.

A possibilidade já havia sido aventada quando o STF analisou o recurso do ex-candidato do governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC). Ele também teve o registro negado pelo TSE por ter renunciado ao mandato de senador, em 2007, para escapar de cassação. Na apelação ao STF, o julgamento terminou empatado e Roriz desistiu da disputa eleitoral.

O STF está com um integrante a menos desde agosto, quando o ministro Eros Grau se aposentou. A indicação de um novo ministro é feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que não tem data para ocorrer.

Solução para o impasse
Após o empate no julgamento, o  advogado de Jader, Eduardo Alckmin, propôs ao plenário a suspensão da análise do recurso para que ele fosse analisado na mesma sessão que vai decidir sobre recurso de Paulo Rocha.

Por 7 votos a 3, os ministros decidiram concluir o julgamento, mas a sugestão levou a uma discussão generalizada no plenário. "A questão já foi amplamente debatida. Durante 11 horas no primeiro julgamento e, agora, mais cinco [horas] e a proposta é que adie mais uma vez? Nós estamos aqui a brincar?", questionou o relator do recurso, Joaquim Barbosa.

Em meio ao debate, a ministra Ellen Gracie pediu que Marco Aurélio Mello concluísse o voto sobre a proposta da defesa. Ele respondeu em tom de ataque. “Vossa Excelência está presidindo este tribunal? Ministra, não me cobre definição. Se há alguém que se posiciona com coerência sou eu. Ou Vossa Excelência tem viagem marcada?”. A ministra rebateu o colega na mesma hora. "Ainda que tivesse, o respeito pelo tempo alheio é algo que se impõe."

Fonte: G1

STF tem novo empate de 5 a 5 no Ficha Limpa

Ficha limpa II Supremo bota em discussão qual será o critério para o desempate. Ministros querem concluir votação hoje, porem o que deve prevalecer é o entendimento anterior, ou seja, aguardar a nomeação do novo ministro para que haja uma definição quanto a este embate. Mas ai vem a questão mais relevante neste momento: Como fica a votação dos que a principio foram enquadrados no ficha limpa? Neste caso é difícil prever a decisão daquela Côrte, levando em consideração a aproximação para diplomação dos eleitos o que pode vigorar para este pleito é o entendimento do TSE, o qual tem declarado a validade do ficha limpa já este ano.

Homem com a maior boca do mundo entra para o livro do Guinness

bocao

Um angolano de 20 anos ganhou um registro no livro de recordes Guinness após ter a boca esticada até 17 centímetros de comprimento. Francisco Domingo Joaquim conseguiu encaixar, inclusive, uma lata de refrigerante na boca. Segundo juízes do livro, esse é o maior registro do mundo. O recordista diz que ficou famoso depois de ter mostrado o seu feito para o mundo. Joaquim, também conhecido como "Mandíbula do Terror", apareceu recentemente em um programa de TV italiano. (Foto: Divulgação/Guinness World Records).

Fonte: Globo.com

Caso Tiririca: reclamação disciplinar é enviada para a Corregedoria do MP-SP

Tiririca O corregedor nacional do Ministério Público, conselheiro Sandro Neis, enviou hoje para a Corregedoria Geral do MP de São Paulo a reclamação disciplinar contra Maurício Antonio Ribeiro Lopes, promotor de Justiça que questionou a validade da candidatura do deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca.

Esse é o procedimento estabelecido pelo Regimento Interno do CNMP no caso de reclamação disciplinar (capítulo II). A Corregedoria-Geral do MP-SP terá 120 dias para analisar a reclamação e informar à Corregedoria Nacional das providências adotadas, com as respectivas justificativas. Caso não haja resposta nesse prazo, a reclamação terá prosseguimento no Conselho Nacional.

Fonte: Conselho Nacional do Ministério público

Espaço Jurídico - Gerente de lanchonete que engordou devido ao trabalho deve ser indenizado

Gordo Uma lanchonete deverá indenizar por danos morais um ex-gerente que engordou mais de 30 quilos durante os 12 anos em que trabalhou para a empresa. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS), por maioria de votos. Os Desembargadores confirmaram parcialmente a sentença do primeiro grau, reduzindo apenas o valor da indenização, de R$ 48 mil para R$ 30 mil.

Segundo informações do processo, o reclamante ingressou no emprego pesando entre 70 e 75 kg, e saiu com 105 kg. Para a 3ª Turma do TRT-RS, a reclamada - uma franquia de uma rede internacional contribuiu para que o autor chegasse ao quadro de "Obeso 2", lhe trazendo problemas de saúde. Conforme o Desembargador João Ghisleni Filho, relator do acórdão, as provas indicaram que o ex-gerente era obrigado a degustar produtos da lanchonete - alimentos reconhecidamente calóricos, como hambúrguer, batata frita, refrigerante e sorvetes. Além disso, no horário de intervalo, a empresa fornecia um lanche composto de hambúrguer, batatas fritas e refrigerante. De acordo com testemunhas, na loja em que o autor trabalhou a maior parte do tempo a reclamada não permitia a troca do lanche por dinheiro ou vale-refeição.

O Magistrado reconheceu que fatores genéticos e o sedentarismo possivelmente também foram causas da obesidade. Porém, na sua opinião, isso não exime a responsabilidade da empresa. Mesmo que a adoção de alimentação saudável fosse uma escolha do reclamante, havia imposição para que fossem consumidos os produtos da reclamada como a refeição no intervalo intrajornada e, ainda, para degustação, mesmo que eventualmente, ou duas vezes ao dia, como se extrai da prova cita o acórdão.

Da decisão cabe recurso.

R.O. 0010000-21.2009.5.04.0030

 

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Espaço Jurídico – Multa milionária

$ A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça elevou de R$ 480 mil para aproximadamente R$ 10 milhões multa imposta à Bunge Fertilizantes. Os ministros levaram em conta a capacidade econômica da empresa devedora para aumentar valor de multa por descumprimento de decisão judicial. A companhia deixou de cumprir determinação de não inscrever o nome de um produtor rural em cadastro de inadimplentes. O valor milionário é um dos maiores já arbitrados pelo STJ. O processo originou-se de uma ação revisional de contrato de confissão de dívida agrícola na qual se suspendeu a exigibilidade do instrumento contratual e se determinou a não inscrição do autor em cadastros de inadimplentes até o julgamento final. Apesar disso, a Bunge ajuizou ação de execução fundada no contrato de confissão de dívida, cuja exigibilidade estava suspensa por ordem judicial, o que ocasionou a inclusão do nome do agricultor em cadastro restritivo de crédito. Para a ministra Nancy Andrighi, a multa diária por descumprimento de decisão judicial "funciona como mecanismo de indução - mediante pressão financeira -, a compelir o devedor ao cumprimento da obrigação e da própria ordem judicial". Por isso, seu valor deve ser apto a influir concretamente no comportamento do devedor, diante de sua condição econômica, capacidade de resistência, vantagens obtidas com o atraso e demais circunstâncias.

 

Fonte: Direito Público

Reflexão Matinal – Tigela de madeira

tigela de madeira Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão.
Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça:
- “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.
- “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos.
Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:
- “O que você está fazendo?”
O menino respondeu docemente:
- “Estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.”
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas:
Um Dia Chuvoso, Uma Bagagem Perdida e os Fios das Luzes de uma Árvore de Natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem. Aprendi que “saber ganhar” a vida não é a mesma coisa que “saber viver”.
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir.
Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
As pessoas gostam de um toque humano, segurar na mão, receber um abraço afetuoso,ou simplesmente um afago.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
Penso que você deveria passar essa mensagem para todos seus amigos.
Fiz exatamente isso.
Às vezes eles precisam de algo para iluminar seu dia.
As pessoas se esquecerão do que você disse…
Esquecerão o que você fez…
Mas nunca esquecerão como você as tratou.

domingo, 24 de outubro de 2010

Reflexão - Em Uma Era Pós-Diluvial

diluvioMinhas impressões nessa véspera de segundo turno são as de que o desejo do homem em fazer célebre o seu nome continua fortemente atuante em nossos dias. Tudo contribui para demonstrar que o esforço humanístico é motivado pelo retorno de Babel e seus ideais, os quais já se encontram presentes, inclusive no Brasil do século 21. Parece-me que os sucessivos golpes aos quais estamos acostumados de tão longas datas  pretendem ser reproduzidos no campo da lei e da moral em cima dos valores do Reino de Deus.

Quando voltamos a nossa atenção para o início da Escritura Sagrada vemos também que após o dilúvio a maior parte da nova sociedade humana gerada a partir dos filhos de Noé se juntou em torno de um período de paz e prosperidade. Todos estavam sob a liderança empolgante de um homem que obteve um alto nível de aprovação. Ali, a iniciativa e vontade coletiva e social de grupo os conduziu a uma nova manifestação de rebeldia contra o Deus da Aliança que se revelou. Não foi dado o crédito devido ao que Deus fez para punir o erro, antes, foi considerado o que poderia ser feito para prevalecer a vontade do homem em detrimento da vontade de Deus.

O evento da construção inacabada da fortaleza e da torre de Babel foi uma espécie de iluminismo pré-históricobabel. Tecnologia, como a queima de produto cerâmico para construção; paz, a partir da liderança de um homem com grandes ideais e que era capaz de conduzir e proteger a sociedade; e prosperidade, demonstrada através da construção de uma cidade fortificada com um primeiro arranha-céu ao centro, mostrou já naquela época que o humanismo antropocêntrico é compensado aos olhos do homem quando esse atinge uma era iluminada. Pois sem valores morais absolutos, não teremos mais que nos preocupar com o Senhor que os estabeleceu.

A lembrança da construção da Torre de Babel, consequentemente da Babilônia, está religiosamente associada à rebelião. Aquela construção foi um marco do pecado humano na história. O orgulho e arrogância que sempre ostentaram o pecado, desde o início edênico da história, impulsionaram aquele projeto.

Observar o evento histórico da Torre de Babel tem se constituído uma tarefa necessária para uma melhor compreensão dos nossos dias. O motivo está no fato de que tal acontecimento retrata-nos uma nova rebelião contra o Deus Criador, dentro do contexto de um novo começo da família humana. Isso demonstra possuir um paralelo com o Brasil e a politicalha dos nossos dias. O significado do texto sagrado de Gênesis 11 possui uma importância que é grande e permanente. A validade e atualidade do que trata a respectiva passagem nos revela tempos de muitas vozes e relativas verdades.

A humanidade não tem procurado em seu Criador e em sua revelação os princípios norteadores para a sociedade. É lamentável que as mesmas motivações de Ninrode e seus simpatizantes contemporâneos continuam agindo na sociedade pós-moderna. A rebelião dos homens em relação ao seu Deus e Senhor na era presente demonstram o efeito da maldição de Babel sobre esses.

Devemos observar no andamento da história que o acúmulo do pecado e da maldade por parte da sociedade humana de qualquer época e lugar tem feito com que a mesma acabe experimentando a conseqüência pertinente às suas ações que são opostas à vontade de Deus. É exatamente essa “falta de conformidade com a lei de Deus”, ou sua vontade,[1] que é denominada de pecado.

Estejamos atentos, essa era nos propõe uma política, cuja base filosófica é um teologismo da morte de Deus. O segundo turno se dará no dia em que comemoramos a Reforma Protestante, 31 de outubro, e esse dia é para que o comecemos de joelhos diante de Deus.


[1] Catecismo Maior de Westminster. Resposta à pergunta 24: “Que é Pecado”.

Por: Emerson Silva de Oliveira